A albízia

24 Julho 2015

foto joao xavier - albízia xis

A minha albízia. Tenho-a há 15 anos, mas só agora lhe descobri o nome!
As aventuras no reino da botânica são difíceis!… Por mais enciclopédias e compêndios que a gente devore, só a persistência nos permite descobrir certos nomes e investigações.
Consta que no Brasil lhe chamam «farinha torrada» por ser esse o aspeto com que deixa o solo na época da floração.
Há já estudos universitários que confirmam a utilidade da albízia na alimentação do gado.
Planta que dura em média 30 anos (apesar de haver exemplares com 70 anos), a albízia é uma planta de pequeno/médio porte, utilizada como planta ornamental, chegada que foi a Portugal há poucas décadas, com utilização em parques de estacionamento e arruamentos.
Quando dispõe de água, é de fácil reprodução, por espalhar facilmente milhares de sementes todos os anos.

O cheiro do limão é antidepressivo

6 Julho 2015

Foto João Xavier - Limão xis

Quem tem um limoeiro sabe como é: em determinadas alturas do ano, a árvore produz grandes quantidades de frutos a que é difícil dar utilidade.
Em vez de deitar limões para o lixo, raspe-lhes a casca para aromatizar o ambiente doméstico!
O simples ato de cheirar o aroma do limão induz alegria.
Um estudo científico realizado recentemente no Japão com pessoas a quem tinha sido diagnosticada a depressão comprovou que, expostas a cheiros de limões, essas pessoas regularam níveis hormonais, ficaram com o sistema imunitário mais funcional e começaram a baixar as doses de antidepressivos que estavam a tomar.
A fragrância libertada pelos limões quando esfregados «lava a tristeza»…

A maçã de Adão e Eva numa caixa hermética

12 Junho 2015

Maçã num anúncio do Correio da Manhã em 2015

Para promover uma coleção de caixas herméticas de vidro, o Correio da Manhã apresenta uma campanha publicitária em que uma maçã é a protagonista principal!
Tudo começou com a estória bíblica de uma maçã que Eva comeu, cedendo à tentação.
É essa maçã do pecado que o conhecido diário português guardou numa caixa de vidro…
As plantas são sempre um bom pretexto do imaginário.

Quando as mulheres se roçam nas árvores…

5 Junho 2015

Wolinski no DN de 20maio2015

Ver uma mulher sedenta de sexo a roçar-se numa árvore faz parte do imaginário. Ou não!
A propósito de uma droga que tem vindo a ser detetada pelas autoridades europeias (a flakka), o Diário de Notícias recordou um cartoon de Georges Wolinski em 1960, sobre uma outra droga que então excitava as mulheres e as punha a quererem consolo sexual de modo tão desmedido que algumas se roçavam em árvores prazenteiramente!
Os comportamentos bizarros decorrem do consumo de uma droga sintética que já provocou este ano a morte de 16 pessoas no estado norteamericano da Flórida.
Quando olhar para o tronco de uma árvore, você vai olhar já de outra maneira, não é?
Cuidado! As alucinações e as paranoias não são uma brincadeira… apesar de nos fazerem ver as plantas com uma utilidade diferente.

Virtudes da hortelã no séc. XVIII

25 Maio 2015

Foto João Xavier - Flores de Hortelã Xis

Hoje trago aqui duas curiosidades…
Primeiro, uma foto de hortelã florida. Muita gente só conhece esta planta aromática em ramos que compra para a comida e nunca a viu com flores…
A segunda curiosidade é este texto do médico Andrés Lacuna em 1733. Traz-nos algumas ideias já então conhecidas sobre as virtudes da hortelã:
«É muito conhecida a hortelã: tem virtude muito quente, estíptica e defecativa, pelo que o seu sumo, bebido com vinagre, estanca as feridas, estanca o sangue, mata as lombrigas do ventre e gera a virtude genital.»
«Aplicada sobre a testa, alivia a dor de cabeça e relaxa os peitos inchados e endurecidos pela grande abundância de leite, caso se aplique sobre eles.»
«Retira da língua todas as asperezas, se a esfregarem com ela.»

Plantas em garrafas nas paredes

12 Maio 2015

Foto João Xavier - Olantas em garrafa

Há quem goste de plantas e não goste de paredes nuas.
A solução é alegrar as paredes com plantas!
Nem sequer é preciso gastar muito dinheiro: com umas garrafas da água, resolve-se o problema.
O exemplo fotografei eu há dias, perto de Tavira, no Algarve.

A praga das oliveiras

6 Maio 2015

Praga das oliveiras no Correio da Manhã

Uma bactéria chamada Xylella fastidiosa está a contaminar olivais europeus e milhares de oliveiras estão a ser abatidas por ordem da União Europeia, com o objetivo de controlar a praga.
Oliveiras italianas que de repente começaram a secar foram o primeiro sinal no velho continente. A praga teve origem na América.
O combate à doença é complicado, pois a referida bactéria, que se espalha por contacto direto e através de insetos, aloja-se no interior das plantas.

Um maio pequenino florido

30 Abril 2015

Foto João Xavier - Maio pequenino

Publiquei recentemente uma imagem de um campo com «maios pequeninos» junto ao marco geodésico dos Corujos.
A pedido de diversos navegantes, trago hoje uma foto que eu fiz de um «maio pequenino» florido, para correta identificação.
Sobre dados da planta, obviamente, basta procurar neste site o texto que publiquei em 10 de abril de 2015.

Bananas contra o stress

26 Abril 2015

Foto João Xavier - Banana da Madeira

Sente-se nervoso? O stress está a azucrinar-lhe os dias? Coma bananas!
As bananas são frutos que nos fornecem potássio e magnésio, que contribuem para a diminuição da ansiedade e potenciam condições físicas para a tranquilidade. À noite, favorecem o sono.
Além de terem essa virtude na nossa alimentação, as bananas dão-nos hidratos de carbono naturais (e por norma consumidos crus, o que é outra vantagem). Ajudam ainda a regular a tensão arterial e protegem o estômago (combate a azia).
O principal cuidado que devemos ter é comê-las já maduras, pois, quando «verdes», possuem um amido que resiste ao intestino delgado e produz gases mal cheirosos no intestino grosso.
Há frutos que valem mais do que aquilo que geralmente se pensa!…

Os maios pequeninos

10 Abril 2015

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Subi recentemente ao marco geodésico dos Corujos (um nome serrenho que José Saramago achou símbolo do interior agreste algarvio quando por ali passou).
A 190 metros de altitude, a mãe Natureza esperava-me com uma prenda: uma série de maios pequeninos floridos.
Os maios pequeninos são umas plantas vivazes silvestres que adoram terrenos secos e passam despercebidas durante muitos meses e escondidas nos pequenos bolbos muitos mais, mas exibem flores de um azul berrante durante cerca de uma semana. Repare no pintalgado junto ao marco geodésico.
Há também quem lhes chame pés de burro ou pés de burrico. Os gregos chamam-lhes lírios de floretes e em Espanha são conhecidos como lírios espanhóis. O seu nome latino é «Gynandriris sisyrinchium».


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