A simbologia do pinheiro

3 Fevereiro 2017

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O pinheiro é uma árvore importante para a economia, mas também é visto como uma árvore simbólica da felicidade humana!

Em diversos documentos encontramos o pinheiro como símbolo da imortalidade, no extremo-Oriente, devido à sua folhagem persistente e também devido à incorruptibilidade da sua resina.

Chegando facilmente aos 250 anos de vida, o pinheiro é igualmente considerado um símbolo de longevidade, vigor e resistência.

A força maior da simbologia do pinheiro bravo é como «árvore do Natal». Consta que essa tradição ganhou popularidade no séc. XVI, pela forma triangular que consubstancia o Santíssima Trindade, mas também pela beleza estética da sua silhueta e pela perenidade do seu verde.

O pinheiro não é apenas uma árvore de crescimento rápido, com umas folhas esquisitas e agrestes. As crenças humanas elevaram-na a um patamar superior.

Um campo de batatas com 3800 anos

30 Dezembro 2016

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No Canadá, foram descobertos campos de plantação de batatas de há 3800 anos!
O terreno era da tribo Katzie e prova aos arqueólogos da Universidade Simon Fraser que o Homem já plantava batatas há quase 4 mil anos!
Além das 3768 batatas fossilizadas («wapatos»), foram descobertos 150 fragmentos de utensílios agrícolas metálicos.
Já havia outras pistas que indiciavam o cultivo milenar das batatas (que levaram milénios a chegar à Europa…), mas esta descoberta arqueológica configura-se como a mais relevante.

A vida das plantas… a nossa vida

21 Dezembro 2016

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Com o frio do outono, nascem as primeiras faveiras.
A terra agradece as chuvas e as plantas crescem contentes. A gente olha-as, pensando já nas flores que mais tarde virão, para dar lugar aos frutos.
É mais um ano agrícola na sua pujança rotineira. É mais um ciclo da vida que não pára.

O sobreiro mais velho da Europa

6 Dezembro 2016

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Em Águas de Moura, perto da Marateca (concelho de Palmela), vai ser finalmente valorizado o contexto do sobreiro mais velho da Europa.
Com 233 anos de idade e 16 metros de altura, o pinheiro monumental de Águas de Moura produziu 1,2 toneladas de cortiça em 1991!…
É muito importante preservar e integrar as árvores mais velhas e monumentais: elas são património que cada geração deve passar às gerações seguintes.
A beleza e a imponência do sobreiro mais velho da Europa tem passado despercebida a muita gente que viaja nas redondezas.

Vale e Azevedo vive da horta…

3 Dezembro 2016

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Segundo o Correio da Manhã, Vale e Azevedo, o expresidente do Benfica que foi acusado de se ter apropriado de 26 milhões de euros em burlas, sobrevive atualmente dos produtos hortícolas que cultiva na sua horta!
A referência foi feita, ao que consta, pela esposa do advogado.
Vale e Azevedo saiu da prisão em 7 de junho passado e não se lhe é conhecida desde então qualquer atividade profissional.

A FIFA contra uma papoila

21 Novembro 2016

foto the independent - papoila no jogo inglaterra-escócia

As seleções A de futebol da Inglaterra e da Escócia decidiram entrar em campo para a recente jornada de apuramento do Mundial 2018 com braçadeiras que ostentavam uma papoila.
A simbologia do ato foi a comemoração do armistício e a homenagem aos mortos da Grande Guerra.
Contra essa ação, a FIFA desencadeou um processo que visa punir as federações da Inglaterra e da Escócia!
Tudo por causa de uma papoila!
A simbologia das plantas continua a ser fundamental nas crenças dos humanos.

O pimento e a história da vitamina C

13 Setembro 2016

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Este ano tenho um pimenteiro que tem adorado o calor tropical.
Tenho aproveitado os seus belos pimentos para os comer assados em saborosas saladas biológicas.
O que pouca gente sabe é que os pimentos, que tanto bem fazem à nossa saúde, foram fundamentais para a descoberta da vitamina C.
O primeiro cientista que conseguiu sintetizar o ácido ascórbico (a vitamina C) foi o húngaro Albert Von Szent Györgyi, que em 1937 gastou duas toneladas de pimentos para produzir 500 gramas de vitamina C pronta a consumir.
O cientista ganhou o Prémio Nobel da Medicina em 1937… mas o pimento continuou menosprezado…

Os figos…

29 Junho 2016

foto joao xavier - figos colhoes de burro

Tempo de verão é tempo de figos.
Saborosos e nutritivos, os figos fornecem-nos muitos antioxidantes, cálcio, cobre, manganês, ferro, fósforo, potássio, selénio, zinco e vitaminas A, E e K.
Estão longe de ser, portanto, apenas uma delícia para o paladar.
Comer figos é proteger a nossa saúde contra a diabetes, o cancro, as doenças degenerativas e as infeções.
Não é de admirar que os gregos tenham desde a antiguidade uma grande predileção pelos figos, considerando-os de origem divina (diziam que a deusa da agricultura criou as figueiras para agradecer a hospitalidade de Pítalo).
Também não é por acaso que a figueira foi uma das primeiras plantas a ser cultivada pelo Homem (pelo menos desde a Idade da Pedra…).
Os nossos antepassados não se limitavam a comer os figos frescos, pois cuidavam de os secar ao sol e manter cuidadosamente em caixas de madeira, para os comerem ao longo do inverno (os figos secos são muito calóricos).

O carvalho monumental de Monchique

9 Junho 2016

foto joao xavier - carvalho monumental de monchique

A propósito da Quinta do Carvalheiro, em Monchique, referi recentemente o carvalho centenário monumental daquela vila serrana algarvia.
Os carvalhos, outrora vulgares nos campos do sul de Portugal, já só prosam, no Algarve, apenas na Serra de Monchique, mas aquela variedade é mesmo considerada muito rara em Portugal.
Classificado como árvore de interesse público em 1993, este carvalho de Monchique é um quercus canariensis willdenow, com cerca de 160 anos de idade!
Mede na base mais de 9 metros de perímetro e a sua copa tem um diâmetro superior a 25 metros.
É fácil de observar e fotografar: está situado junto a uma berma da estrada entre Monchique e Alferce.

A Quinta do Carvalheiro

6 Junho 2016

foto joao xavier - quinta do carvalheiro

Em Monchique, à beirinha de um carvalho centenário monumental, a Quinta do Carvalheiro tem à entrada um belo painel de ajulezos com a representação de um velho carvalho.
Os carvalhos, outrora vulgares nos campos do sul de Portugal, já só prosam, no Algarve, apenas na Serra de Monchique.
O exemplar classificado como árvore de interesse público em 1993, é um quercus canariensis willdenow.