Archive for the ‘Jardins’ Category

A Crassula ovata

3 Janeiro 2018

KODAK Digital Still Camera

Os botânicos chamam-lhe Crassula ovata. Os chineses chamam-lhe Planta do dinheiro. Os americanos chamam-lhe Planta do dólar. Outros chamam-lhe Bálsamo de jardim, Planta jade e Árvore de krassula.

É realmente uma planta invulgar, com uma resistência pouco habitual e uma longevidade espantosa: chega facilmente aos 100 ou aos 170 anos de vida!!!

Eu tenho uma com mais de 40 anos de idade!

Originária da África do Sul, onde ainda é nativa, esta planta suculenta que pode atingir cerca de 1,5 m de altura pertence à família das crassuláceas, não exige (nem quer…) muita água e é altamente resistente a doenças.

Floresce no inverno ou na primavera (no Algarve, está agora em flor) e até neste particular é especial: só floresce pela primeira vez depois de ter 10 anos de idade!

Foi trazida para a Europa só nos finais do séc. XVII, elimina gases tóxicos da atmosfera e os adeptos da filosofia Feng Shui consideram que ela atrai riqueza e prosperidade e introduz energia positiva em quem cuida dela.

Anúncios

Rita Redshoes dá música às plantas

12 Dezembro 2017

plantas na notícias magazine

A música «Plantasia» foi composta por Mort Garson em 1976 para agradar às plantas e a popular cantora portuguesa Rita Redshoes usa-a para alegrar a vida das suas próprias plantas.

A revelação foi feita à revista Notícias Magazine.

Rita Redshoes gosta de passar «momentos zen» a cuidar da sua horta e do seu jardim.

«Nasci no campo.» – conta ela. «Estar com a natureza permite-me entrar num modo zen, em que só estou a regar, plantar, arrancar ervas daninhas…»

Jardinagem sem estética

26 Março 2017

KODAK Digital Still Camera

A jardinagem moderna socorre-se hoje em dia de materiais que desfeiam completamente as áreas verdes.

Cobrir os solos com lonas e mangueiras é uma aberração!

As autarquias, que estão sempre abertas a promoções, devem, primeiro que tudo, pensar no embelezamento de canteiros e jardins, coisa que não acontece com a utilização estúpida de materiais artificiais que podemos ver nos nossos espaços urbanos.

 

A albízia

24 Julho 2015

foto joao xavier - albízia xis

A minha albízia. Tenho-a há 15 anos, mas só agora lhe descobri o nome!
As aventuras no reino da botânica são difíceis!… Por mais enciclopédias e compêndios que a gente devore, só a persistência nos permite descobrir certos nomes e investigações.
Consta que no Brasil lhe chamam «farinha torrada» por ser esse o aspeto com que deixa o solo na época da floração.
Há já estudos universitários que confirmam a utilidade da albízia na alimentação do gado.
Planta que dura em média 30 anos (apesar de haver exemplares com 70 anos), a albízia é uma planta de pequeno/médio porte, utilizada como planta ornamental, chegada que foi a Portugal há poucas décadas, com utilização em parques de estacionamento e arruamentos.
Quando dispõe de água, é de fácil reprodução, por espalhar facilmente milhares de sementes todos os anos.

Bolbo de labareda

20 Novembro 2014

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Por esta altura, estão a renascer as «labaredas», que hão de florir na força do inverno.
Eis uma bonita foto de um bolbo de «labareda» já pronto para a nova vida. Tinha-o guardado para o plantar num vaso e ele surpreendeu-me na semana passada a dizer que vai sendo tempo de lhe dar terra…
Já no amo passado publiquei neste site um artigo sobre as «labaredas»:
https://asplantas.wordpress.com/2013/02/28/labaredas-no-campo-frio/ .

As rosas gostam de banana…

26 Junho 2013

Foto João Xavier - Casca de banana

Sabia que as roseiras gostam muito de cascas de banana?
É verdade! Não deite para o lixo as cascas de banana, porque, se as enterrar perto de roseiras, as rosas vão ser mais coloridas!!!
Os nutrientes disponibilizados (em que se destaca o potássio) vão enriquecer o solo onde as roseiras se alimentam e isso trará mais saúde para as plantas.
Num tempo em que tanto destruímos a manta morta que naturalmente fornecia matéria orgânica regenerativa dos solos, temos de usar alguns truques para bem das nossas plantas. Elas agradecerão e retribuir-nos-ão com flores mais bonitas…

Plantas na prova final de Língua Portuguesa

14 Maio 2013

Pormenor na prova final LP 4º ano de 2013

Uma curiosidade da prova final que o ministério da educação e ciência escolheu para os alunos do 4º ano em Língua Portuguesa é a presença (importante) de plantas.
O segundo texto é um trecho de «A Sereiazinha», de Hans Christian Andersen.
Logo no primeiro parágrafo, a água do mar alto é comparada com «as pétalas da mais bela centáurea». E no segundo parágrafo dá-se relevo à descrição do mundo vegetal submarino:
«(…) crescem aí as mais maravilhosas árvores e plantas, com caules e folhas tão frágeis e sensíveis que ondulam com o mais leve movimento das águas, como criaturas animadas de vida.»
No quarto parágrafo, a mais jovem princesa é referenciada como tendo a pele «como uma pétala de rosa».
E o quinto parágrafo descreve o jardim «com árvores vermelhas como o fogo e azuis como o mar»… Ali, cada princesa fez um canteiro, sendo de destacar o da mais nova, que era em forma de sol «e as únicas flores que lá plantou eram como belos sóis, com o mesmo brilho e a mesma cor»…
Para o sexto parágrafo, ficou a estátua de Rapazinho de mármore. Ao lado, a jovem princesa «plantou uma roseira que parecia um salgueiro-chorão, a qual cresceu rapidamente, até que os seus ramos se curvaram sobre a figura de pedra, tocando na areia azul do fundo»…
Foi, portanto, uma seleção muito vegetal, esta a que os nossos alunos do 4º ano leram na prova final. Na realidade e no sonho, as plantas fazem parte da nossa vida.

Labaredas no campo frio

28 Fevereiro 2013

Foto Joao Xavier - Labaredas xis

Em pleno inverno, há uma planta que enche os campos frios de labaredas.
As labaredas são plantas com bolbos protegidos. Todos os anos nascem, morrem e renascem. E guardam-se para os primeiros meses do ano para florirem, com as suas características flores flamejantes.
Encontrei há muitos anos um bolbo que plantei e tem tratado de criar descendência. As labaredas (crocosmia para os botânicos), tal como o fogo verdadeiro, não têm dificuldade em se multiplicar. São plantas perenes originárias de Moçambique e da África do Sul (onde também são conhecidas como tritónias e estrelas de fogo) e não gostam de regiões com gelo e neve.

Figueiras da índia na cidade

12 Fevereiro 2013

Foto João Xavier - Beco das figueiras da índia em Olhão

Em Olhão, um cidade do Algarve, encontrei uma urbanização que parou diante de uma colónia de figueiras da índia.
O que parece não é.
O que aconteceu foi que ali construíram o início de uma rua que só será prolongada quando a nova urbanização for ‘integrada’ numa outra mais humilde já existente ao lado.
A imagem, contudo, bem deveria simbolizar o respeito pela vegetação natural: as figueiras da índia eram uma marca própria da paisagem campestre algarvia e muita gente comia até os seus frutos.
Agora, as figueiras da índia são automaticamente arrasadas sempre que avança mais uma urbanização. Um erro desnecessário, pois as plantas de uma determinada zona podem e devem ser preservadas e integradas harmoniosamente nas modernas paisagens urbanas.

O perfume gostoso das madressilvas

10 Maio 2012

Hoje, a prosa e a foto não são minhas. Só as madressilvas.

Li este texto da Luísa no blog “À esquina da tecla” (veja o link aqui ao lado…) e senti no ar um perfume gostoso de madressilvas…

“Hoje ainda é de dia. Caminho para poente e já o sol se esconde atrás do horizonte. Hoje caminho sem agasalho. No céu nuvens de algodão refletem ouro. Os melros voam apressados de galho em galho. Por vezes rasando a terra. Ouço-lhes o chamamento. O deles e o de outras aves que não vejo e que não sei reconhecer pelo canto. Na linha de caminho de ferro passa um comboio. Não tarda outro. E outro. E outro ainda. Para cá. Para lá. Cruzaram numa estação próxima. Para cá. Para lá. Caminho e sinto o perfume de uma porção de madressilva que cobre a vedação de uma casa, rente à estrada. Os farrapos de nuvem transfiguram-se e ficam agora rosados. Chego ao fim da rua. Meia volta e caminho para leste. Caminho quando já se acenderam as luzes dos postes de iluminação pública. A cada um que passo, caminho sobre a minha sombra que cresce no asfalto Arrastam-se os últimos minutos do dia. Calaram-se as aves. Cantam os grilos. Por instantes são só eles. Até as rodas dos carros deram descanso à estrada nacional e calaram o ruído de fundo que eu já nem ouvia. Só por breves instantes.”