Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Jardinagem sem estética

26 Março 2017

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A jardinagem moderna socorre-se hoje em dia de materiais que desfeiam completamente as áreas verdes.

Cobrir os solos com lonas e mangueiras é uma aberração!

As autarquias, que estão sempre abertas a promoções, devem, primeiro que tudo, pensar no embelezamento de canteiros e jardins, coisa que não acontece com a utilização estúpida de materiais artificiais que podemos ver nos nossos espaços urbanos.

 

A simbologia do pinheiro

3 Fevereiro 2017

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O pinheiro é uma árvore importante para a economia, mas também é visto como uma árvore simbólica da felicidade humana!

Em diversos documentos encontramos o pinheiro como símbolo da imortalidade, no extremo-Oriente, devido à sua folhagem persistente e também devido à incorruptibilidade da sua resina.

Chegando facilmente aos 250 anos de vida, o pinheiro é igualmente considerado um símbolo de longevidade, vigor e resistência.

A força maior da simbologia do pinheiro bravo é como «árvore do Natal». Consta que essa tradição ganhou popularidade no séc. XVI, pela forma triangular que consubstancia o Santíssima Trindade, mas também pela beleza estética da sua silhueta e pela perenidade do seu verde.

O pinheiro não é apenas uma árvore de crescimento rápido, com umas folhas esquisitas e agrestes. As crenças humanas elevaram-na a um patamar superior.

Novas palminhas de Santa Rita

3 Abril 2013

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Durante décadas, só tive «Palminhas de Santa Rita» brancas. Super perfumadas. Ímpares.
Depois, comecei também a ter «Palminhas de Santa Rita» róseas e amarelas. Menos perfumadas, mas mais vistosas.
Este ano, tenho pela primeira vez estas «Palminhas de Santa Rita» cor de laranja. Com uma particularidade: duram muitos mais dias.
As «Palminhas de Santa Rita» são habitualmente conhecidas como frésias e existem em mais cores. Conserve os bolbos de ano para ano, porque são umas plantas que alegram os nossos vasos (e os nossos canteiros) no final do inverno e no princípio da primavera.

Domingo de ramos

26 Março 2013

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O cristianismo leva ao máximo os seus referenciais com plantas no domingo que antecede a Páscoa: chama-lhe o «domingo de ramos».
Um pouco por todo o lado, são organizadas procissões em que os crentes levam ramos para a eucaristia.
Os ramos mais usados em Portugal são os de oliveiras, rosmaninho e alecrim.
A tradição do «domingo de ramos» deriva do episódio da entrada de Jesus Cristo em Jerusalém. Consta que uma multidão saudou a sua chegada erguendo nas mãos ramos de plantas.
Até nas nossas crenças as plantas reservam um lugar simbólico de grande importância…

As árvores não fazem barulho

15 Março 2013

Anúncio da Peugeot em 1999

Em 1999, a Peugeot fez este belo anúncio para promover o Peugeot 406.
Uma árvore como imagem principal.
As árvores, por muito que o vento sopre, não fazem barulho: as suas ramagens produzem melodias agradáveis ao ouvido…
Nunca esqueça: As árvores são sempre um bom argumento publicitário…

D. Pedro V e os cabeças de abóbora

7 Março 2013

Foto João Xavier - Abóbora

Investiguei recentemente a vida de D.Pedro V (o 1º dos 11 filhos de D. Maria II) e descobri-lhe um desabafo curioso com uma expressão que há muito tempo não ouço…
D. Pedro V, de nome completo Pedro da Alcântara Maria Fernando Miguel Rafael Gonzaga Xavier João António Leopoldo Vítor Francisco de Assis Júlio Amélio de Saxe Coburgo Gotha e Bragança, nasceu em 1837, tornou-se rei em 15 de novembro de 1853, casou em 1858, enviuvou em 1859 e morreu em 1861 (aos 24 anos, com febre tifoide).
A sua esposa, a famosa D. Estefânia (nascida em 15 de julho de 1837) ainda hoje imortalizada no Hospital D. Estefânia, morreu com difteria e os médicos descobriram então que ela continuava virgem…
O jovem rei, loiro e de olhos azuis, aos 12 anos já traduzia autores latinos (e odiava a matemática…).
À porta do seu palácio, manteve sempre uma caixa verde cuja chave ele próprio guardava. Queria que ali os cidadãos lhe apresentassem queixas…
Pensador, culto, tristonho e piedoso, D. Pedro inaugurou o telégrafo e a primeira linha de caminho de ferro e fundou a primeira Direção Geral de Instrução.
Consta que Alexandre Herculano ‘chorou como uma criança’ quando soube da morte do rei esperançoso…
D. Pedro V desabafou um dia sobre Lisboa: «terra de laranjas e limões e de humanos cabeça de abóbora».
A expressão ‘cabeça de abóbora’ era usada para qualificar gente pouco dotada de inteligência, por as abóboras terem geralmente o centro oco…
O que é mais enigmático no citado desabafo é a referência a 2 outros frutos: laranjas e limões. Seria pela acidez?!…
De qualquer modo, o site das plantas agradece…

Labaredas no campo frio

28 Fevereiro 2013

Foto Joao Xavier - Labaredas xis

Em pleno inverno, há uma planta que enche os campos frios de labaredas.
As labaredas são plantas com bolbos protegidos. Todos os anos nascem, morrem e renascem. E guardam-se para os primeiros meses do ano para florirem, com as suas características flores flamejantes.
Encontrei há muitos anos um bolbo que plantei e tem tratado de criar descendência. As labaredas (crocosmia para os botânicos), tal como o fogo verdadeiro, não têm dificuldade em se multiplicar. São plantas perenes originárias de Moçambique e da África do Sul (onde também são conhecidas como tritónias e estrelas de fogo) e não gostam de regiões com gelo e neve.

Vassouras ecológicas

22 Fevereiro 2013

Foto João Xavier - Vassouras de gilbardeira

Passado que foi o despesismo consumista, é tempo de as nossas autarquias voltarem a atitudes mais ecológicas e ponderadas.
O exemplo que hoje aqui trago é o das vassouras feitas com rama de gilbardeira, mas outras plantas disponibilizam material adequado para as varridelas de espaços ao ar livre.
Palmeiras, giestas e margaças são outros exemplos.
Além de se poupar dinheiro, estamos a ter comportamentos ecológicos, sem utilização de materiais plásticos poluentes hoje em dia infelizmente tão banais.
A imagem é de Viseu, mas em todas as latitudes podemos imitar as boas ideias…

Figueiras da índia na cidade

12 Fevereiro 2013

Foto João Xavier - Beco das figueiras da índia em Olhão

Em Olhão, um cidade do Algarve, encontrei uma urbanização que parou diante de uma colónia de figueiras da índia.
O que parece não é.
O que aconteceu foi que ali construíram o início de uma rua que só será prolongada quando a nova urbanização for ‘integrada’ numa outra mais humilde já existente ao lado.
A imagem, contudo, bem deveria simbolizar o respeito pela vegetação natural: as figueiras da índia eram uma marca própria da paisagem campestre algarvia e muita gente comia até os seus frutos.
Agora, as figueiras da índia são automaticamente arrasadas sempre que avança mais uma urbanização. Um erro desnecessário, pois as plantas de uma determinada zona podem e devem ser preservadas e integradas harmoniosamente nas modernas paisagens urbanas.

Castanhas contra bronquites

6 Fevereiro 2013

Foto João Xavier - Castanhas

Em tempo de resfriados, constipações e gripes, comer castanhas ajuda a nossa saúde: sabia que as castanhas reduzem a produção de muco?
É verdade! As castanhas têm uma capacidade rara de diminuir a produção de mucos!
No nosso aparelho respiratório, o consumo de castanhas ajuda a evitar e combater o excesso de muco que provoca tosse, infeções e obstrução nas vias superiores e origina frequentemente bronquites.
As castanhas são adstringentes, antirreumáticas, antianémicas e antitussígenas.
As castanhas (castanea sativa), que uns dizem ser originárias da Ásia e outros da Península Ibérica e que em séculos recuados eram chamadas de «pão dos pobres», têm prótidos, amido, sais minerais, vitaminas B1, B2, B6, C e E, pictina, tianina, fósforo, potássio e outros nutrientes bons para a saúde humana.