Archive for the ‘Crenças’ Category

Uma papoila a ver futebol

1 Maio 2018

KODAK Digital Still Camera

Em cada primavera que passa, gosto de fotografar uma papoila e legendar a imagem: «um grito vermelho num campo qualquer».

Este ano, enquanto via futebol distrital no campo da Horta da Areia, em Faro, reparei nesta papoila que cresce e floresce junto a um muro.

Este não é um campo de futebol «qualquer»: foi na Horta da Areia que a minha mãe me viu pela primeira vez arbitrar um jogo.

A vida tem destas coisas. Quando reparei na papoila que cresce e floresce junto ao muro daquele campo de futebol, pensei apenas na expressão «um grito vermelho num campo qualquer»… mas pouco tardou a que a memória me acrescentasse dados e, com ela, flashes diversos de uma história pessoal que sem o futebol teria sido muito menos colorida.

 

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A estratégia das cores…

3 Abril 2018

foto joao xavier - malva xis 2018

Tenho uma malva vermelhona que começou a florir ontem, debaixo de uns chuviscos.

Desconfio que ela é benfiquista… e quis assim festejar a subida do Benfica ao 1º lugar da 1ª Liga do futebol profissional português!

O que mais me maravilha nesta planta é a força da vermelhidão das suas flores.

Dizem os cientistas que o objetivo é atrair os insetos que fazem a polinização… mas eu não alinho. As malvas, por exemplo, não precisam de se reproduzir por frutos, pois clonam facilmente.

A alegada estratégia das cores e dos perfumes é, quanto a mim, mais uma interpretação humana do que outra coisa…

Fiquem-se com a teoria para as escolas, que as plantas não precisam de escolas para nada. 😀

 

A perigosa seiva da cana do mudo

16 Março 2018

foto jorge burgos - dieffenbachia

Esta planta está a ser muito vendida para decoração de interiores e chama-se Dieffenbachia, em homenagem ao médico e naturalista alemão Ernst Dieffenbach (1811 / 1855).

No Brasil, é conhecida como cana do mudo.

É uma planta originária da floresta amazónica e os índios usam a sua seiva venenosa para envenenar as setas com que caçam. Transportada para a Europa, é muito usada em casas e escritórios, por ser vistosa e purificar o ar, mas a ignorância pode ser fatal.

Ninguém lhe deve tocar com as mãos! A cana do mudo tem uma seiva muito tóxica que pode provocar forte inchaço da garganta, com perda de voz e grande risco de bloqueio das vias respiratórias.

Não deve estar acessível ao contacto de crianças, obviamente, tal como muitas outras plantas que não são comestíveis.

A Crassula ovata

3 Janeiro 2018

KODAK Digital Still Camera

Os botânicos chamam-lhe Crassula ovata. Os chineses chamam-lhe Planta do dinheiro. Os americanos chamam-lhe Planta do dólar. Outros chamam-lhe Bálsamo de jardim, Planta jade e Árvore de krassula.

É realmente uma planta invulgar, com uma resistência pouco habitual e uma longevidade espantosa: chega facilmente aos 100 ou aos 170 anos de vida!!!

Eu tenho uma com mais de 40 anos de idade!

Originária da África do Sul, onde ainda é nativa, esta planta suculenta que pode atingir cerca de 1,5 m de altura pertence à família das crassuláceas, não exige (nem quer…) muita água e é altamente resistente a doenças.

Floresce no inverno ou na primavera (no Algarve, está agora em flor) e até neste particular é especial: só floresce pela primeira vez depois de ter 10 anos de idade!

Foi trazida para a Europa só nos finais do séc. XVII, elimina gases tóxicos da atmosfera e os adeptos da filosofia Feng Shui consideram que ela atrai riqueza e prosperidade e introduz energia positiva em quem cuida dela.

Rita Redshoes dá música às plantas

12 Dezembro 2017

plantas na notícias magazine

A música «Plantasia» foi composta por Mort Garson em 1976 para agradar às plantas e a popular cantora portuguesa Rita Redshoes usa-a para alegrar a vida das suas próprias plantas.

A revelação foi feita à revista Notícias Magazine.

Rita Redshoes gosta de passar «momentos zen» a cuidar da sua horta e do seu jardim.

«Nasci no campo.» – conta ela. «Estar com a natureza permite-me entrar num modo zen, em que só estou a regar, plantar, arrancar ervas daninhas…»

Um livro sobre a azinheira monumental de Fátima

19 Julho 2017

capa do livro os 3 pastorinhos e a azinheira

Há 100 anos, uma pequena árvore esteve no centro das atenções, na Cova da Iria, protagonizando a localização das aparições de Nossa Senhora de Fátima a 3 pastorinhos.

A azinheira monumental, hoje mantida no Santuário de Fátima, é um ponto essencial de referência para muitas manifestações de fé.

Para dar relevo a este simples pormenor, Pedro Boléo Tomé escreveu o livro «Os 3 pastorinhos de Fátima e a azinheira», editado pela Aletheia, no âmbito das comemorações dos 100 anos das aparições.

O livro infantil, com ilustrações de Sónia Matos, explica em linguagem muito clara o protagonismo da azinheira a que alguns chamavam carrasqueira.

A azinheira cresceu e é hoje uma grande árvore. Uma árvore especial, com uma história especial.

 

O repolho e a vitamina U

5 Julho 2017

foto joao xavier - repolho xis 2017

Um repolho a crescer é um cozido a prometer…

A propósito: sabe que os repolhos contêm uma substância chamada S-metilmetionina?

Os peritos dizem que é por causa dessa substância, também conhecida como vitamina U, que os repolhos são aconselhados em casos de úlceras gástricas…

 

Uma maçaroca futebolista

8 Junho 2017

mascote do luverdense

Uma maçaroca a jogar futebol?

A ideia foi do Luverdense, um clube brasileiro fundado em janeiro de 2004 e já na presente temporada a disputar a 2ª liga do Brasileirão.

A mascote da maçaroca de milho consubstancia uma homenagem à economia regional, pois milho e soja rendem ali fortunas e geram milhares de empregos.

Sedeado na cidade de Lucas do Rio Verde (no Mato Grosso), o Luverdense foi o primeiro clube do goleador Felipe Silva, que se sagrou em 2016/17 Campeão do Algarve, pelo Algarve CF.

As plantas são elementos unificadores das crenças, sejam a nível desportivo, sejam a nível cultural, político ou religioso… e o milho começou por ser cultivado há milhares de anos precisamente na América…

 

A simbologia do pinheiro

3 Fevereiro 2017

foto-joao-xavier-pinheiro-na-aldeia-das-acoteias

O pinheiro é uma árvore importante para a economia, mas também é visto como uma árvore simbólica da felicidade humana!

Em diversos documentos encontramos o pinheiro como símbolo da imortalidade, no extremo-Oriente, devido à sua folhagem persistente e também devido à incorruptibilidade da sua resina.

Chegando facilmente aos 250 anos de vida, o pinheiro é igualmente considerado um símbolo de longevidade, vigor e resistência.

A força maior da simbologia do pinheiro bravo é como «árvore do Natal». Consta que essa tradição ganhou popularidade no séc. XVI, pela forma triangular que consubstancia o Santíssima Trindade, mas também pela beleza estética da sua silhueta e pela perenidade do seu verde.

O pinheiro não é apenas uma árvore de crescimento rápido, com umas folhas esquisitas e agrestes. As crenças humanas elevaram-na a um patamar superior.

Um campo de batatas com 3800 anos

30 Dezembro 2016

foto-dn-batatal-de-ha-3800-anos

No Canadá, foram descobertos campos de plantação de batatas de há 3800 anos!
O terreno era da tribo Katzie e prova aos arqueólogos da Universidade Simon Fraser que o Homem já plantava batatas há quase 4 mil anos!
Além das 3768 batatas fossilizadas («wapatos»), foram descobertos 150 fragmentos de utensílios agrícolas metálicos.
Já havia outras pistas que indiciavam o cultivo milenar das batatas (que levaram milénios a chegar à Europa…), mas esta descoberta arqueológica configura-se como a mais relevante.