As árvores que nunca se separam

Desenho de João Xavier - As duas árvores que nunca se separam

Era uma vez um sábio que vivia em Macau.
Era constantemente consultado por pessoas que queiram ouvir os seus conselhos impregnados de sabedoria, mas tinha um senão: por nada queria que a sua filha casadoira casasse.
Um dia, a filha apaixonou-se por um trabalhador das terras do seu pai. O amor começou a revelar-se no volume da barriga, mas nem mesmo assim o sábio condescendeu. Humilhou o trabalhador e ameaçou-o com o despedimento.
Então, os dois apaixonados puseram termo à vida sob duas árvores próximas uma da outra.
As pessoas que tanto costumavam elogiar o sábio passaram a criticar-lhe a sabedoria de vistas curtas e, sempre que passavam pelas duas árvores, sentiam uma tristeza incomensurável.
Os meses e os anos foram passando e as pessoas começaram então a reparar num mistério: as duas árvores foram crescendo e os seus ramos começaram a entrelaçá-las uma na outra.
Hoje em dia, as duas árvores estão de tal maneira entrelaçadas que ninguém as consegue separar. O povo mandou construir ali perto o templo de Kun lâm. E os ramos das duas árvores continuam a crescer entrelaçando-se mutuamente.
Esta é uma das lendas de Macau e mostra-nos bem como as árvores são símbolos das nossas emoções, das nossas crenças e das nossas vidas…

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