Os charutos do rei

Foto João Xavier - Charutos do rei Xis

Diversas pessoas me têm questionado sobre os ‘charutos do rei’ que apresentei recentemente.

Conheci esta planta quando era criança, pois eram diversos os exemplares (altos e vigorosos) que cresciam num quintal, na Pontinha, em Faro (capital do Algarve).

Hoje apresento uma foto das flores (cápsulas biloculares) de um exemplar que eu tive em 2010.

Os charutos do rei são resistentes arbustos espontâneos, mas possuem propriedades farmacológicas e tóxicas e são usadas pela indústria para a fabricação de inseticidas naturais.

O nome deriva da nicotina que contêm (uma parte apenas dos venenos que podem matar uma pessoa que ingira as suas folhas): as folhas eram usadas pelos índios para fumarem.Há casos de mortes decorrentes do seu consumo alimentar, que começa por provocar distúrbios gástricos mas em poucos minutos pode desencadear hiperatividade, convulsões, paralisia, coma e paragem cardíaca. Tudo decorrente da anabisina, um alcalóide terrivelmente tóxico.

Os botânicos conhecem os charutos do rei como nicotiana glauca graham e dizem que eles são originários da Argentina, da Bolívia e do Paraguai.Os mexicanos chamam-lhes tabaco silvestre.

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