Os mistérios da salva

Uma das plantas com maior historial entre os humanos é a salva.

Os Romanos trouxeram-na do Egito para a Europa e os monges adoravam tê-la nas hortas dos mosteiros, alegadamente pelas qualidades medicinais: a salva é antifúngica, antisética, hipoglicémica, digestiva e calmante, por exemplo. E até combate a caspa…

Ganhou, por isso, fama de purificadora e protetora, havendo quem a ponha no banho, à espera de efeitos transcendentais. Durante muitos séculos, ter salva no jardim era símbolo de prosperidade. Havia um provérbio romano que perguntava: “Como é que consegue morrer um homem que tem salva na horta?!”…

Consta também que o simples cheiro da salva estimula o cérebro, alivia a asma e seca o leite das mamas. Outros dizem que é anafrodisíaca. Cuidado com a salva!…

É por essas e por outras (sobretudo por o seu fumo ser psicoativo…) que a salva é proibida na Austrália.

Os botânicos chamam-lhe salvia officinalis e é, portanto, muito mais que uma simples planta da família das lamiáceas (uma família a que também pertencem a hortelã, a alfazema, o tomilho, o rosmaninho, etc.)…

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