Beldroegas, ervas da fome

Este ano, ainda só comi uma sopa de beldroegas. Não sei se é por causa da onda de calor, mas as beldroegas da minha horta não prosaram…

Em Alvito, no Alentejo, já decorreu um ciclo gastronómico dedicado às beldroegas, “a erva da fome”.

“Minha mãe arranjava as ervas, lavava-as, metia-as dentro dum tacho com água juntamente com batatas cortadas às rodelas. Regava-as de azeite, uns dentes de alho com casca, uma folha de louro, uma colherzinha de colorau, outra de sal, e depois era deixar cozer e ouvir a história que ela tinha para contar.

Sabes lá tu o que custa amar a Deus! Estas ervinhas que crescem ao desbarato já mataram a fominha a muita gente!

À mesa do almoço torcia o nariz, mas lá engolia muito a custo as sopinhas. Hoje desunho-me a comê-las enriquecidas com ovo escalfado e queijo de cabra cozido, e que rico sabor têm elas, as beldroegas desta saudade que chora!” – conta JM Monarca Pinheiro em “Terras de grandes barrigas onde só há gente gorda”, citado no folheto promocional editado pela Câmara Municipal de Alvito…

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: