Por detrás da magnólia

Vasco Graça Moura, que em 1975 chegou a ser Secretário de Estado dos Retornados, abdicou da advocacia e enveredou pela literatura, pelas letras em geral e também pela política (foi deputado nacional e europeu).

Ganhou em 2004 o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores, com este livro intitulado “Por detrás da magnólia”, em que inventou uma aldeia a partir de Gouvães do Douro.

O enredo do romance é marcadamente político, dos finais do séc. XIX à 1ª República, e retrata-nos vivências ficcionadas da burguesia e da aristocracia do norte.

Tudo acaba com o enterro da tia Adelaide, que passa a ser uma sombra entre sombras, “por detrás da magnólia, se a magnólia ainda lá estivesse”… A mesma tia Adelaide que aparece logo no primeiro parágrafo do romance, a chegar para tomar chá depois de ter estado 15 dias fora.

Há plantas que, por muito que queiramos fingir esquecê-las, acabam sempre por reviver nas nossas memórias…

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