As favas e a morte

As minhas faveiras estão agora gostosamente floridas e eu aproveito para contar mais algumas estórias sobre favas…

Quando o homem antigo descobriu as favas e as observou atentamente, achou que as pintas pretas das flores e as formas dos frutos (fazendo lembrar um embrião) tinham significados transcendentes e simbólicos.

Passou então a tratá-las como símbolo de sofrimento, por estarem fechadas sobre si mesmas e como que encapsuladas.

Os egípcios plantavam favas nos cemitérios, dizendo que as plantas nascidas das favas representavam a reencarnação dos mortos. Por isso não comiam favas, obviamente… e, quando viam alguém com a morte por perto, diziam: “Está quase a ir para o campo das favas…”.

Nesta lista negra, falta dizer que alguns povos africanos dão favas cozidas aos cães “para eles absorverem as almas dos mortos”…

A propósito: nunca coma favas acabadas de colher…

Uma resposta to “As favas e a morte”

  1. Teixeira Says:

    Vimos no teu blog que postaste sobre a “àrvore do Ioga” encontrado no Tubaltrentino(obrigado pela visita e por teres gostado da parábola),veja ali um post sobre a fava e o favismo

    http://tubaltrentino.blogspot.com/search?updated-max=2010-12-04T22%3A25%3A00-02%3A00&max-results=7

    Abrs

    JATeixeira

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