O verde e o betão

O Jornal de Notícias publicou um dia destes uma crónica de Manuel Fernandes intitulada: “Utopia e cidade ideal”.

Refletindo sobre as cidades desde a antiguidade, o autor escreve a dada altura:

«A “cidade real” de todas as épocas, malgrado a distância que a separa da “cidade ideal” de todos os tempos e apesar da sua ainda incomensurável imperfeição, continua ser a mais extraordinária criação do homem, o que faz da “cidade que temos e que é nossa” o lugar onde o sentido de comunidade assume a sua maior e mais sublime expressão

Para ilustrar a crónica, Francisco Providência desenhou esta árvore com casas.

E, realmente, pensar a cidade sem árvores foi a maior asneira que algumas sociedades algum dia imaginaram.

Houve quem projetasse cidades puras, superlimpas e exclusivamente humanas. Mas essas não são cidades humanas.

O homem dissociado da natureza não existe. E as cidades acabaram por entender isso, criando às vezes cenários de ficção. Outro erro. A cidade ou é sustentável ou deixa de ser saudável.

Como diz o arquiteto: «Há muito mais cidade para além do “verde” e do “betão”».

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