A minha primeira esteva de 2014

22 Abril 2014

Foto João Xavier - Esteva xis 2014

As estevas pintalgam de novo as paisagens serranas do Algarve.
Este ano, trago aqui a primeira flor de 2014 da minha esteva («cistus ladanifer»), que, mal abriu, alojou logo um escaravelho de pescoço vermelho («heliotaurus ruficollis»), um inseto que no nosso planeta só existe na Península Ibérica!

A minha malva vermelhona

6 Abril 2014

Foto João Xavier - Malva vermelha xis 2014

Tenho várias malvas, mas nenhuma com a força desta, que me oferece de tempos a tempos umas flores de um vermelhão garrido super forte.
Não sei se aquela força deriva da terra, se do barro do velho vaso, se da grande exposição ao sol, se simplesmente dos genes. O certo é que aquela vermelhidão é caso único nas minhas plantas!

O meu primeiro nabo de 2014

25 Março 2014

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Este é o meu primeiro nabo de 2014.
Aqui estão 250 gramas de um nabo biológico, com boa vitamina C, muitas fibras para a regularidade intestinal e, dizem os especialistas, muitos isotiocianatos com potencial anti cancro e para o alívio da bronquite e da asma…

As sementes do príncipe

2 Março 2014

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Era uma vez um príncipe que só podia assumir o trono se estivesse casado. Então, decidiu lançar um desafio às raparigas do seu país. Recebeu as candidatas numa festa especial e a cada uma entregou uma semente, prometendo casar com a que lhe trouxesse passados 6 meses a mais bela flor produzida a partir da semente distribuída…
A maior parte das raparigas presentes eram da nobreza, mas também apareceu uma jovem pobre que resistiu às tentativas da mãe para a demover da presença, para evitar sofrimentos acrescidos.
A pobre moça cuidou da semente com todo o esmero e semeou-a logo no início da primavera. Os meses passaram e… nada. Não nasceu qualquer planta.
Quando chegou o dia aprazado pelo príncipe, a pobrezinha lá foi sem nada nas mãos. Todas as outras raparigas levavam belas e perfumadas flores, exceto ela.
O príncipe passou diante de todas as candidatas e apressou-se a comunicar: «A minha escolhida é esta rapariga que não trouxe qualquer flor.» E perante o espanto geral explicou: «Ela é a única rapariga honesta que está aqui: sem dizer a ninguém, eu fervi todas as sementes que vos dei!!!»

Flores para Iulia Timochenko

24 Fevereiro 2014

Foto da capa do Público de 23fev2014

A libertação de Iulia Timochenko marcou um ponto de viragem na revolução que está em curso na Ucrânia.
Para referenciar o evento, a imprensa internacional realça que à líder ucraniana foram oferecidas muitas flores, sobretudo cravos.
Com quase uma centena de mortos nos últimos dias, os atos violentos que marcaram a revolução popular na Ucrânia já fizeram fugir o Presidente da República e estão a cavar a clivagem entre os que são favoráveis à União Europeia e os que são favoráveis à Rússia.
As flores, essas, vêm sempre trazer uma mensagem de paz e esperança para os ânimos agitados…

A árvore do referendo

13 Fevereiro 2014

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No recente referendo que em 9 de fevereiro de 2014 chamou os suíços a decidirem a problemática dos imigrantes, os adeptos do «não» escolheram uma macieira como imagem de marca.
A votação final deu a vitória ao fim dos acordos especiais com a União Europeia.
Paradigma da democracia direta, a Suíça vai, portanto, começar a implementar novas regras para a entrada de cidadãos da União Europeia.
O povo é quem mais ordena.
Ao que parece, a macieira carregada de maçãs vai mesmo abaixo…

Hoje de manhã conheci uma árvore

10 Fevereiro 2014

Foto de Pedro Jubilot em Tavira

Pedro Jubilot escreveu este texto no jornal Postal do Algarve:
«Hoje de manhã conheci uma árvore. Ali no cruzamento dos bombeiros. Como as pessoas que habitam a cidade há tanto tempo e que um determinado dia vimos a conhecê-las… a árvore já ali estava há tanto tempo, mas só hoje nos conhecemos. Gostei de falar com ela. Até lhe tirei uma fotografia que postei no facebook. Talvez fiquemos amigos a possamos aprofundar a nossa relação.»

As árvores que nunca se separam

5 Fevereiro 2014

Desenho de João Xavier - As duas árvores que nunca se separam

Era uma vez um sábio que vivia em Macau.
Era constantemente consultado por pessoas que queiram ouvir os seus conselhos impregnados de sabedoria, mas tinha um senão: por nada queria que a sua filha casadoira casasse.
Um dia, a filha apaixonou-se por um trabalhador das terras do seu pai. O amor começou a revelar-se no volume da barriga, mas nem mesmo assim o sábio condescendeu. Humilhou o trabalhador e ameaçou-o com o despedimento.
Então, os dois apaixonados puseram termo à vida sob duas árvores próximas uma da outra.
As pessoas que tanto costumavam elogiar o sábio passaram a criticar-lhe a sabedoria de vistas curtas e, sempre que passavam pelas duas árvores, sentiam uma tristeza incomensurável.
Os meses e os anos foram passando e as pessoas começaram então a reparar num mistério: as duas árvores foram crescendo e os seus ramos começaram a entrelaçá-las uma na outra.
Hoje em dia, as duas árvores estão de tal maneira entrelaçadas que ninguém as consegue separar. O povo mandou construir ali perto o templo de Kun lâm. E os ramos das duas árvores continuam a crescer entrelaçando-se mutuamente.
Esta é uma das lendas de Macau e mostra-nos bem como as árvores são símbolos das nossas emoções, das nossas crenças e das nossas vidas…

A agricultura é uma fábrica de esperança

27 Janeiro 2014

Foto João Xavier - Couve Xis a nascer

Um dos males da vida moderna é a falta de esperança: enebriadas em vidas demasiado citadinas e com demasiada tecnologia, as pessoas enganam o tempo com trabalhos stressantes e lazeres ociosos.
Entre as condicionantes mais severas do quotidiano da vida moderna, está a poluição que afeta a saúde física e a saúde psíquica.
Com a artificialização do ambiente, até a alimentação deixou de ser saudável e natural.
É contra todas estas condicionantes que a agricultura continua a resistir: persiste em nos fornecer alimentos a um ritmo natural, bastam-lhe ferramentas simples, induz-nos relax, fornece-nos iões negativos potenciadores do nosso bem estar e é uma autêntica fábrica de esperança, no crescimento, na floração e na frutificação das plantas de que cuidamos.
Quando investimos o nosso labor na criação de plantas, estamos sistematicamente a acionar o nosso motor interior da esperança. E essa atividade mental e espiritual disponibiliza-nos para uma postura mais aberta, esperançosa e sã, relativamente a todos os outros aspetos da nossa vida, seja a nível pessoal, seja a nível familiar ou profissional.
Faça agricultura e verá como os índices de esperança se vão inflacionar nos seus pensamentos e nas suas relações sociais.

A agricultura aumenta a autoestima

20 Janeiro 2014

Foto João Xavier - Homem a cavar

Quando investir o seu tempo na agricultura, você vai melhorar o seu autocontrole e a sua autoestima.
A agricultura transforma as pessoas em criadores de vida e você vai perceber que a vida de muitas plantas depende de si. Essa perceção melhora os índices de autoavaliação e aumenta a carga quotidiana de otimismo.
Com as atividades agrícolas, afastamos dos nossos pensamentos as tricas que nos atormentam.
Enquanto muitos fogem de diversos problemas pessoais e sociais «desertando da vida» e praticando escapismos vazios e passividade, a agricultura torna-nos investidores da vida e da natureza.
Deixamos assim, facilmente, de projetar a nossa vida no passado e nos problemas, para nos focarmos na curtição do presente e na perspetivação otimista de um futuro em que somos produtores constantes de vida.
A felicidade das pequenas coisas é como uma planta que só cresce em clima de pensamentos positivos e precisa de ajudas constantes para não murchar nem secar. Essa simbologia vive-se integralmente nas práticas agrícolas e desencadeia nos nossos pensamentos uma limpeza e uma reformatação que nos abre respostas para outros problemas da vida.
Faça agricultura. Você vai melhorar o seu autoconceito e vai sentir-se melhor.


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